domingo, 22 de agosto de 2010

Ao vento.

Se eu jogar minhas palavras ao vento, tenho certeza que você não ouvirá, mas por que eu ainda tento? Eu quero que você ouça, quero que você sinta, quero que você olhe em meus olhos e veja que tudo é sincero, mas eu não tenho sucesso. Minhas tentativas são frustrantes, mas eu continuo tentando, só não sei se é um erro. Eu sei que não vou conseguir tirar isso tudo da minha cabeça, sei que minhas palavras ainda andarão perdidas por ai, porque não existe alguém que possa ouvi-las. Eu não posso parar com esse sofrimento na minha cabeça, porque eu o alimento cada dia que eu acordo e cada dia que eu durmo. Eu não posso parar, porque além de não querer e de ser uma dor terrível, eu me sinto com você. Não há nada que eu possa fazer, a não ser continuar com minhas palavras bailando por ai sem rumo.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dia 19.

Estaria saindo de casa agora, com minhas malas e minha ansiedade. Passaria por umas 15 horas de viagem, pela qual não me arrependeria. E quando chegasse provavelmente dormiria, mas acordaria com a maior disposição, pois essa viagem iria prometer muita coisa. Com toda certeza conheceria o lugar e com mais pressa possível entraria em contato, para poder ter finalmente o que eu tanto esperava, marcaria o lugar e esperaria ansiosamente.
Andaria, andaria sem conhecer nada, mas ainda sim arriscaria. Então finalmente estaria ali, diante de mim e eu provavelmente não saberia o que fazer, nem o que falar. As coisas a partir daí aconteceriam naturalmente e espontâneamente, com risos, brincadeiras e saudade no meio. Não sei se aconteceria um dia, ou no meu final de semana por completo, mas aconteceria.
Isso se tudo aquilo não atrapalhasse, mas atrapalhou. Então eu apenas poderei imaginar como seria, ao invés de realmente viver o que eu tanto esperava.

Real ou não?

Não sei se as coisas são iguais, se é sempre o mesmo papo. Não faço ideia se é tudo sincero, se é tudo real. Eu vejo coisas parecidas, vejo coisas que fico na dúvida se são realmente verdadeiras. Não sei se me prender foi apenas um plano, não posso saber o que pensa e o que realmente sente. De todas as coisas, de todo o ocorrido eu continuo me frustrando. Achei que isso mudaria, achei que de alguma forma tudo seria diferente, já que muitas coisas não são as mesmas. De tudo, de tudo mesmo, eu não sei o que foi dito de coração. Eu tenho minhas dúvidas, mas nunca vou ter as respostas. Eu só pedi sinceridade, da mesma forma que eu fui.
Independente de tudo, eu estarei aqui, ainda com tudo que eu penso, porque nem se eu quisesse, esqueceria.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Uma noite.

Eu sinto a brisa em minha pele, ela toca em mim como se estivesse me acariciando. O vento brinca com meu cabelo, fazendo com que se torne divertido, apesar da bagunça toda. Eu nunca reparei o quanto era bom ficar aqui sentada, olhando para o pôr do sol, tendo essa sensação de diversos sentimentos. Quando o sol está indo dormir, a noite fica clara com a lua tão cheia. Nunca percebi que andar na areia me fazia bem, com os sapatos nas mãos, caminhando sem rumo.
Meu vestido, com seus detalhes a mais que a areia cismou em deixar, não me incomodam, o cabelo com o penteado desfeito pelo vento, também não me preocupa.
Eu estou sozinha, mas acompanhada ou não, neste momento não faria diferença, esse momento é um dos poucos que eu tenho, é um momento apenas meu.
Eu nunca gostei de caminhar, mas a praia, a lua, a areia e a brisa não me deixam cansada, tudo isso me da mais energia para que eu caminhe o quanto puder. Eu não preciso correr, não tenho pressa para chegar em algum lugar, assim eu não tenho preocupações e não me canso, se não estivesse com a cabeça tranquila, não iria aproveitar tanto esse lugar.
Não faço ideia do tempo que estou aqui, até ver o sol reaparecer, ver pessoas chegando para poder aproveitar a praia e o bronzeado. Até aqui estava tudo indo bem, mas parece que meu vestido e meu sapato, chamam muito mais a atenção, tudo não está calmo como deveria e caminhar já se torna impossível com a quantidade de pessoas por aqui. Eu vou embora porque o sol está muito forte e meus pés não aguentam a quentura da areia, vou embora porque aqui já não é mais um lugar tranquilo e sim um lugar de suor, disputas para saber quem vai ficar em um ótimo lugar para o sol, é um lugar de pessoas gritando vendendo seus sorvetes e biscoitos.
Já não é mais um lugar calmo como o de antes, mas é o lugar de antes. Vou sair daqui calma, porque esse estresse todo, não vai conseguir tirar a imensa paz que me proporcionou. Não vou prometer agora, porque tenho certeza que isso tudo apesar de traquilo me deixou cansada, mas com toda a certeza eu voltarei, voltei como hoje, de modo repentino. Agora tudo que eu quero é dormir e esperar ansiosamente esse novo momento.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Voltem por favor?

Onde então minhas inspirações? Onde estão as pessoas, os sentimentos, as brigas e as decepções? Não é que eu esteja procurando, mas eu preciso de algo que seja forte e intenso, algo pavoroso ou lindo demais, para que míseras palavras possam não bastar para dizer o impacto que me fazem. Está tudo tão neutro, é claro que existem coisas e pessoas que fazem uma enorme diferença, mas eu não consigo ter algo para escrever.
Sempre antes de dormir eu conseguia elaborar textos, que passavam se não tudo, uma boa parte. Mas agora, eu me esforço, olho para qualquer coisa e tento falar sobre, e acaba saindo algo, mas não é de coração, não é verdadeiro, é algo forçado, algo que você vê que não é natural.
Quero ter minhas inspirações de volta, não quero ficar no neutro, no razoável. Quero ter emoções, para poder dividir.
Mas emoções comigo? Como deixar acontecer, sendo uma pessoa que controla os sentimentos? Talvez essa deva ser a resposta, deixa de controlar, mas o medo de se machucar fala muito mais alto e então retorno a ideia de ser manipuladora. Porque ter controle do que fala, do que faz, do que sente e muitas vezes do que pensa, não faz bem, mas foi a forma que encontrei de me afastar de momentos e coisas que me geram dor. Ser fria foi uma forma de me defender, porque eu sei como é sofrer por alguém e eu não desejo passar por isso de novo. Mas eu sei que as pessoas são diferentes, que ninguém é igual a ninguém, mas agora já é tarde, não consigo mudar e quando eu tento me sinto vulnerável.
Enfim, quero muito ter algo que possa vir do meu coração, que seja natural, para escrever aqui.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Meus gatos.

Brigamos, conversamos, rimos, dormimos, implicamos e nos amamos a 10 anos. É um trio amoroso, do qual compartilhamos das mais bobas até as mais importantes coisas. Porque eu amo implicar com vocês falando de suas namoradas e de suas situações, porque eu sei que quando crescerem irão odiar serem chamados de gatos só porque eu coloquei esse trauma em vocês.
Quando meus pais me perguntavam quantos irmãos eu queria, eu levantava meus 20 dedos, então depois de 6 anos, minha mãe me deu a notícia de estar grávida e vocês não imaginam a minha felicidade. Depois de um tempo, descobri que eram gêmeos e quando vieram pra minha casa, descobri que Deus mandou os meus 20 irmãos no lugar de 2, que sabem representar muito bem a quantidade absurda que eu desejava. Apesar de tudo vocês são meu amigos, são meus irmãos, são de verdade meus amores e meus gatos.
Eu amo muito vocês, e vocês não fazem ideia do quanto são importantes pra mim e pra minha vida. Vocês não sabem o carinho que sinto por vocês, o cuidado que tenho com você e o tamanho da coisa que tem aqui dentro de mim. São 10 anos aturando vocês, que apesar de serem iguais por aparência, são completamente diferentes pela convivência, então tenho que aprender a lidar com dois seres humanos diferentes e iguais ao mesmo tempo.
Vocês estão crescendo, estão chegando a idade que eu sempre quis, porque eu sempre torço pra vocês começarem a namorar e a me contar suas aventuras e histórias, eu quero compartilhar minhas experiências e aconselha-los em tudo que eu puder, ajuda-los sempre que vocês precisarem de mim.
Feliz aniversário maninhos, parabéns por me aguentarem esses anos, porque apesar dos castigos e tapas, a maior parte do tempo foram brincadeiras e puras risadas.
Obrigada por fazerem parte da minha vida, e por realizarem meu sonho de ter 20 irmãos.
Amo vocês, meu gatos. ♥

Então é assim?

Então é assim que acaba? Sem nenhum adeus, nenhum beijo no rosto? Eu sei que pra mim esse dia chegaria, mas eu esperava que fosse mais pra frente.
Então é assim que tudo fica? Você passando do meu lado sem sequer olhar pra mim, nem falando um "Oi"? Nem dando aquele sorriso que só você sabe dar?
Então é assim o nosso fim? Com tudo que passamos, com tudo que falamos, com tudo que fizemos vai ter esse final mesmo?
Tudo está tão diferente, era muito mais caloroso, era muito mais intenso. Eu gostava disso, era o tipo de coisa que me fazia acordar e dormir com o coração acelerado e com minha mente 24 horas direcionada a você, eu sei que tudo tem seu fim mas eu não estava preparada. Mas ele chegou, chegou rápido e de repente, não sei se posso lutar com ele, nem sei se vale a pena.
Não sei mais como as coisas estão, estou perdida como uma formiga no deserto. Isso tudo é grande, mas cada vez que eu sigo em frente me perco mais, não sei em que direção seguir e nem para onde ir.
Eu não quero que seja assim, mas se tiver que ser, que seja. Porque de qualquer forma estará tudo em mim, tudo guardado, independente de qualquer coisa.

domingo, 25 de julho de 2010

Me entenda.

Não conseguem entender o quanto foi difícil para eu colocar tudo o que sinto para fora, e a única coisa que eu ganho é que preciso tentar novamente. O orgulho não existem mais, se eu o deixei de lado uma vez, de nada vai adiantar ele aqui de novo.
Você tem noção do quanto isso é difícil pra mim? Gostaria que se colocasse no meu lugar. Não quero saber se sente o mesmo, apenas seja eu por um momento. Eu me importo com isso, é uma das poucas coisas que eu me importo.
Tudo passou, de repente se tornaram lembranças um pouco embaças, mas que mesmo assim me fazem sentir bem, me dá vontade de reviver tudo novamente. Quando volto para minha realidade eu continuo me sentindo bem, mas não da mesma forma que as lembranças me fazem sentir.
Desistir é algo que está na minha cabeça a um bom tempo, algo que muitos pensam que já estou fazendo, mas na realidade eu não sei mais o que fazer. Eu não quero desistir, mas tudo o que eu tinha que fazer eu fiz.
Só entenda, só por favor entenda que eu tenho lembranças boas das quais nunca esquecerei . Só não diga que nada fiz, porque eu dei o melhor e fiz tudo o que eu pude.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

De repente.

Ele me olhou, ele me olhou de uma forma vazia e sem vida, seu olhar apesar de estar em minha direção não tinha foco, parece que estava em um outro lugar bem longe daqui. Ele continuou de pé a alguns metros de mim, ele não se movia, parecia uma rocha no meio da sala. Não consegui encara-lo, ele estava conseguindo me assustar, seus olhos estavam embaçados, ele parecia chorar ou tentar não chorar. Sua expressão de vazia passou para desespero e em seu rosto finalmente rolaram as lágrimas que tanto parecia prender.
Ele veio em minha direção com apenas um passo longo, meu rosto era de medo, eu não entendia o porquê daquilo. Ele me abraçou, ele me abraçou muito forte, de uma forma que eu não conseguia me soltar, mas na verdade eu não conseguia ter reação alguma, eu estava presa em meus pensamentos, me esforçando para entender tudo aquilo.
Então finalmente ele me largou, pegou em minha mão e disse que precisava partir, então saí de meus pensamentos mas não conseguia voltar para a realidade, a confusão tomava conta de mim, porque eu não estava conseguindo entender nada.
Ele me puxou para mais um abraço, muito mais forte do que o último e bem mais demorado, e com um beijo em minha testa, ele se foi.
Então fiquei ali, sem conseguir esboçar nenhum sentimento, sem falar nada, apenas fiquei parada, olhando para a porta que me lembrará de sua saída repentina e angustiante. Estou aqui só, querendo saber onde está e o motivo pelo qual o fez partir. Ainda estou sem reação, desesperada, procurando algo que possa me acalmar, o que não faz muito sentido, pois apenas quem conseguia isso, se foi.
Eu não sei se ele vai voltar da mesma forma que saiu, de repente. Mas eu vou esperar, talvez isso não me faça bem, mas com o que se importar, se o que eu quero não está aqui ?

domingo, 18 de julho de 2010

De volta!

Fiquei tanto tempo sem escrever, porque todos os textos que eu produzia, falavam sobre medos, angústias e saudades. Eu estava cansada de só ter isso em mente, eu não aguentava mas sempre falar sobre a mesma coisa. Então foi pro isso que eu sumi, eu precisei consertar algumas coisas, precisei colocar sentimentos em ordem. Precisei desabafar, porque era isso que eu ansiava, apesar de não demonstrar.
Então, quando eu pensei que fosse a pior semana de toda a minha vida, foi a melhor. Foi uma semana de revelação, de fatos que eu não imaginava e que eu guardava com medo de que fosse verdade. Se não a perfeita, foi uma das mais perfeitas semanas, não sei como explicar o bem que tudo me fez, apesar dos pesares. Eu estou bem, existem muitas coisas que me fazem bem. Eu quero voltar a postar sentimentos diversos e não repetir sobre os mesmos. Mas como aqui é sobre minha vida, sobre tudo o que eu sinto, penso e vivencio, existirão sim coisas repetidas. Eu vou voltar, prometo colocar meus posts em dia, postar todos os meus rascunhos e jogar a preguiça de lado, porque escrever aqui me faz bem. Enfim, espero voltar, voltar pra valer mesmo.