segunda-feira, 28 de junho de 2010

I'm so stupid

Eu senti, e por algum momento era muito bom, eu fiquei feliz, porque conseguia não me importar, eu acreditei nas mais sinceras palavras, eu me sentia a melhor pessoa e apesar de me enfraquecer, eu me sentia forte. Isso durou, durou tempo suficiente para que eu suspirasse a cada momento, eu vi pessoas caindo, mas eu conseguia me manter forte, pelo menos por fora.
Eu acreditei em cada palavra, ainda que não fossem ditas, eu sentia, eu juro não ter sentido errado, eu via toda sinceridade nos olhos e era o que mais eu admirava.
Eu falhei, eu me deixei levar, eu me travei antes, mas depois vi que valia a pena, então não dei muita importância, entrei de cabeça mesmo e deixei rolar.
Eu errei, eu errei muito, eu fui muito estúpida em achar que tudo isso talvez fosse verdade, podia até ser, mas o orgulho falou mais alto, e dessa vez não foi o meu. Eu tenho medo de pessoas que são tão iguais a mim, eu tenho medo, porque eu sei o que elas fazem.
Eu sou tão estúpida, eu sou ingênua, eu ainda não conheço as pessoas o suficiente para conseguir entende- las, e nunca vou conhecer, porque sempre tem um lado, que ninguém mostra. Isso me deixou sem saber o que fazer, pela primeira vez, eu não sei o que falar. Isso é decepcionante, é chocante, é algo que não dá para entender.
Eu estou aqui, assustada comigo mesma, e sem saber que atitude devo tomar, ou o que devo falar. Eu quero acordar e me sentir melhor, quero saber o que fazer para que tudo isso se resolva. Eu espero que pessoas tenham maturidade suficiente para me entender, e para se assumir. Que isso me faça aprender e me faça ser um outro alguém.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Em vão.

Procurei outra pessoa que pudesse te substituir, procurei alguém que me fizesse também se sentir bem. Eu tenho tentado de todas as formas me livrar do que tem me prendido, tudo parece como um elástico, quanto mais puxar mais difícil de sustentar. Meu medo é que isso tudo arrebente, eu não sei se vou conseguir segurar a dor e segurar a tona de sentimentos. Isso consegue me assustar, porque não sei que horas isso pode arrebentar.
Apesar de tudo, foi uma tentativa inútil colocar alguém em seu lugar, não sei como as coisas se tornaram tão boas e ao mesmo tempo ruins pra mim. De longe sinto que tem algo errado, mas quem disse que consigo pensar nisso perto de você? Tudo parece que está em seu devido lugar, antes me sentia uma estranha, uma intrusa, mas isso não ocupa mais minha cabeça.
Eu tive esperanças, mas não duraram por muito tempo. Eu sabia que isso ia acontecer, eu tinha certeza, mas eu não sabia que seria rápido, eu devia ter aproveitado mais, mas eu pensava que teria muito mais tempo.
Bem, as coisas acontecem como devem acontecer, e isso tudo vai acabar mesmo, eu só preciso aproveitar. Independente do que acontecer, ainda estou aqui fazendo de tudo para não puxar esse elástico ao ponto de arrebentar, espero poder ter forças para conseguir manter isso tudo.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Por favor me escute.

Siga em frente, como se nada tivesse acontecido. Não olhe pra mim, não pense em mim, apenas faça o que eu mandar. Não tente mudar, porque não irá dar certo, e eu não estou interessada no que você sente. Guarde seus sentimentos apenas para você, não preciso das suas lágrimas e angústias. Não quero saber o que você faz ou deixa de fazer. Se está comigo é porque sabe como sou, então é tarde demais para voltar atrás, eu já fiz sua cabeça e dela eu não saio mais.
Não me ame, porque não irei te amar, se sou ou não capaz disso, não sei, mas não arrisque, você perderá seu tempo. Ande, como se nada tivesse acontecido, não importa o que aconteça, ande e não pare. Não olhe para atrás, eu estou aqui e por mais arrogante que eu seja , estou te protegendo. Você não merece, mas estou convivendo com você a um bom tempo e proteger você me parece certo.
Eu não quero mais problemas, então irei deixar você partir. Vá embora e não volte. Corra e não olhe para atrás. Vá! Eu não te quero mais aqui. Não chore, eu disse para não me amar. Eu não quero o seu amor, não quero qualquer sentimento que gere dor.
Você está livre, você pode por favor sair daqui? Você tem sua liberdade e porque não quer ir?
Não! Não me ame, me odeie mas não me ame. Não quero apego, não quero abraço, eu simplesmente não quero você. Por favor, não faça isso comigo. Estou enfraquecendo e isso não é bom. Não quero você do meu lado, não quero você aqui comigo. Você conseguiu ferrar com tudo, você está conseguindo me deixar fraca. Como não consegue entender, que você não é importante pra mim?
Você me enoja. Eu não quero uma pessoa tão perturbadora ao meu lado.
Você é mais forte do que eu pensava, você está conseguindo me dar medo. Mas eu consigo ser mais forte, eu tenho que ser mais forte. Você consegue me confundir, você devia ter ido embora quando eu mandei. Agora, eu não quero que vá, mas sei que precisa ir. Não pode e nem deve, ficar aqui. Eu sou uma burra, devia ter evitado isso desde o começo, mas achei que não ia dar em nada. Por favor, você está me machucando. Vá embora e tente não voltar, eu não quero você aqui, eu não quero ninguém aqui. Eu não preciso de você e por mais que eu queira, meu orgulho não vai deixar.
Obrigada por finalmente me ouvir, mas por favor não se esqueça de mim.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Simplicidade.

Como existem coisas simples que tem um enorme significado.
É incrível no que um sorriso pode passar, no que um olhar pode falar, no que se pode sentir com um abraço. Às vezes um ato já significa muito, não precisa gritar pro mundo inteiro, nem por na primeira página do jornal. Um ato já basta, você não tem que fazer com que os outros ao seu redor entenda o que você quer passar, mas sim a pessoa pela qual a interessa.
Eu gosto de olhar nos olhos de uma pessoa e sentir que ela está sendo verdadeira, gosto de quando a pessoa demonstra sua saudade ou afeto em apenas um abraço, gosto quando há uma perfeita sincronia em nossas risadas e quando percebemos que elas não são falsas.
Toda a simplicidade que seja de coração, é gostosa de sentir.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dia dos namorados.

Olhei para um lado, olhei para o outro, na verdade olhei ao meu redor, sim dei aquele 360º completo. Olhei cada detalhe, cada pessoa, como se tivesse procurando alguém.
Me perguntei o porquê de parar ali e sabia que as pessoas que me fitavam também queriam saber o mesmo.
Por que uma pessoa sozinha em sua sã consciência resolve sair, porque está se sentindo só, em pleno dia dos namorados? Eu também não sei, a única coisa que vinha na minha cabeça, era que eu não passava de uma idiota.
Continuei andando, pessoas rindo, beijando, se acariciando, se admirando, pessoas comendo, comprando, experimentando e sempre em casais.Confesso tudo isso ter me enojado, pesar de sozinha, em pé e sem dinheiro, eu não tinha nenhum pouco de inveja.
Não queria ir embora, mas ali me fazia sentir ainda mais só, resolvi realmente ignorar isso e ficar. Não me importaria com os comentários, olhares e pessoa. Sentei e comecei a pensar. Eu estava ocupando uma mesa, com dois bancos, que cabiam umas seis pessoas, eu não estava comendo, nem bebendo, enfim eu estava apenas viajando em meus pensamentos verdadeiros ou apenas fantasias. Quando dei por conta, existiam seis pessoas olhando para mim, bastante aborrecidas. Eu não tinha entendido o porque, mas quando olhei, vi que elas cabiam exatamente naquela mesa, mas minha viajem estava tão gostosa que eu não queria parar, tentei ignorar as seis caras feias que me encaravam, mas eu não consegui, levantei e percebi que tinham se passado horas e eu não tinha percebido.
Andei mais um pouco, dei apenas mais uma volta e fui embora. Cheguei em casa, fui dormir, mas não consegui, aquele dia por mas tedioso, não saia da minha cabeça. Eu vi namoradas e namorados, agindo como se aquele dia fosse fora do comum, gastando uma quantidade absurda de dinheiro só para agradar o outro, falando "eu te amo" a cada segundo, só porque era um dia "diferente".
Cheguei a conclusão, que esse dia nada mas é para que você gaste seu dinheiro com coisas que nunca gastaria, para que aja de uma forma que dificilmente agiria, só para deixar o próximo feliz. O dia dos namorados é um dia de fazer o que uma pessoa em uma dia normal nunca faria. Mas para mim é apenas um dia qualquer.

Medo.

Está tudo escuro, não consigo enxergar nada, nem uma luz sequer, barulhos me amedrontam mas só consigo identificar o barulho do relógio, que não sai da minha cabeça.
Eu não consigo dormir, minha mente está preocupada demais, para poder descansar. O dia de amanhã não sai da minha cabeça, mesmo tentando me ocupar com outras coisas, não tenho sucesso.
Preciso de uma boa noite de sono, mas não consigo ter, porque existem coisas ao meu redor que me dão medo. Pego a coberta, me cubro inteira, sem nem um fio de cabelo pra fora, parece estranho mas me sinto segura e confortável, mesmo com o ar um pouco limitado.
De repente percebo uma claridade em tons diferentes, crio coragem para sair do meu ninho protetor e vejo que existe uma luz piscando lá fora, mas me falta coragem para que eu possa ver o que é.
O cenário de repente muda, os barulhos somem, mas o relógio continua fazendo eco pela casa, me lembrando que já está tarde e que preciso acordar cedo amanhã. Mesmo com tudo diferente ainda tenho em minha cabeça pensamentos que insistem em vir, ao invés de um outra hora, talvez em uma hora em que eu não queira dormir.
Ainda estou no escuro, escrevendo mas sendo iluminada pelas luzes que a cada segundo possuem tons de branco diferentes, coisa da minha cabeça ou não, continuo tendo medo mas ainda sim preciso ir dormir.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Se acalme...

Um, dois, três, respire fundo, feche os olhos, só os abra quando a raiva passar e conseguir voltar para si. Ouça o que querem falar, mas sem por favor reagir, é perigoso fazer as coisas sem pensar. Fale baixo, não tão baixo, mas em um tom que todos possam ouvir. Tenha paciência, se não responderem, espere mais um pouco, talvez ainda estejam formulando a resposta, mas se demorar demais, pergunte outra vez, podem não ter ouvido e ter tido medo de assumir. Colabore para que se sintam a vontade, você precisa passar segurança. Mostre que apesar de tudo você se importa, mas não exagere. Ria, chore, dê gargalhadas, fique séria, enfim demonstre que você tem sentimentos, mas os use sob medida, seja você mesma, afinal você é humana e seres humanos não são perfeitos.
Divirta-se, você merece, você chegou até aqui e conseguiu amar e ser amada, aproveite, esses momentos são únicos.
Mas se um dia isso tudo acabar, apenas conte: Um, dois, três, respire fundo...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Diferença.

Quando somos pequemos, queremos tanto crescer e ter a vida que achamos ser perfeita.
Mas quando se cresce, vê que não é aquilo tudo que pensamos ser.
Quando pequeno suas amizades, só se ocupam com deveres de casa ou com castigos, mas quando se é grande, você vai percebendo que suas amizades vão se afunilando, um porque começou a trabalhar, outro porque está namorando, outro porque precisa estudar pra passar na prova de alguma faculdade, enfim, você vai percebendo que as responsabilidades crescem junto com você, você vai percebendo que não são todos que podem estar com você sempre.
E daí vem aquele velho ditado " eu era feliz e não sabia", eu tenho muita saudade de quando nada era impecílio para passar tempo junto com os outros.
Sinceramente eu tenho admirado pessoas que colocam amizades em primeiro lugar, acho isso muito lindo, e também difícil de ser feito.
Mas enfim gostaria de voltar ao tempo, e ter aproveitado mais os momentos que me proporcionaram muita alegria.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Primeiro dia.

Uma pessoa extremamente quieta entra em uma escola diferente e com sua timidez pensa não conseguir fazer amizades tão facilmente, mas em sua primeira semana, conhece toda sua classe com uma dinâmica que sua professora de português insistiu tanto em fazer. Assim começou andar com pessoas completamente diferente de sua personalidade, mas sabia que não se encaixava muito naquele grupo, então partiu pra outro que também não fazia muito seu estilo, eram meninas completamente descaradas, que só sabiam falar em sexo e prazeres sexuais, então com uma ou até mesmo duas semanas ela não conseguiu mais andar com elas. Passou depois para vários outros tipo de grupos, com pessoas e conversas não muito haver. Até chegar em um que ela nunca pensou em estar, pelo fato de não gostar de ninguém que fazia parte, mas ao conversar e ver que mesmo cada uma com sua opinião e com sua forma de ser, ela se dava bem ali, se sentia bem ali. E foi assim que ela começou a ser uma pessoa extremamente diferente da qual costumava ser, sua timidez já não era tanta e sua forma de ser estava completamente mudada, ela não se reconhecia mas ser assim lhe agradava muito.
Ao passar o ano, seu grupo diminuiu e a personalidade da qual já não era a mesma foi mudando mais e mais. Ela já tinha suas ideias formadas e sabia bem o que queria, e ai de quem a contrariasse, ela começou a fazer algo novo, como induzir as pessoas ao que ela queria, ela conseguia fazer a cabeça delas e sinceramente, antes não era bem assim, era sempre o contrário, ela sempre ia pela cabeça das pessoas. Enfim, ela percebeu que ela gostava disso, não só de consegui "controlar" as pessoas, mas de ser vista com uma sinceridade fora do normal, ela gostava de quando as pessoas não acreditavam, ao dizer que era tímida, gostava de ver quando contavam com ela pra alguma missão 'cara-de-pau'. Ela simplesmente gostava do que estava se tornando, e via que agradava aos que estava ao seu redor, bem quase todos, existiam pessoas que não curtiam muito quando ela fazia brincadeiras de mal gosto, e quando era sincera para qualquer coisa. Ela começou a ver que aquela pessoa bicho do mato, já não era mais ela e que se dependesse nunca mais ia ser, ela exagerava ao ser verdadeira, não deixava nada afeta-la, mas acabava afetando os outros.
Mais um ano se passa, suas amizades também, seu grupo afunilando, mais e mais, pessoas saindo, outras se afastando com a personaliade tão forte que aconteceu de repente. Mas esse ano pra ela foi mais calmo, ela percebeu que não era com todos que podia brincar, que às vezes guardar algumas coisas fazia bem, que nem sempre podia sair falando assim na cara, existia pessoas que tinham medo da verdade, e que quando viam uma pessoa que nada temia, acabava se afastando porque não era o normal dela ouvir o que tinha pra ouvir.
Enfim, ela aprendeu a amadurecer com sua nova personalidade, aprendeu que exageros não tornam as coisas mais simples, e sim mais complicadas. Era difícil ela administrar aquela tona de coisas que ela se tornou, ela precisou de um tempo pra se acostumar, mas é claro que existem pessoas que não acreditam nisso.
Sendo esse tipo de pessoa, muita gente a admirava, muitos desejavam ser assim como ela, e com um tempo de convivência acabaram se tornando. Ela vê hoje em dia, pessoas exatamente como ela, mas não deseja que elas passem o que ela passou, de pessoas se afastarem, por não aguentar brincadeiras.
No fundo, no fundo ela se agrada em ver os que a admiram e tentam ser iguais, ela gosta de conviver com pessoas que tem o mesmo pensamento que ela, e curte não ter que se esforçar muito para tentar entender os outros, porque com pensamentos iguais aos dela, não precisa nem de comunicação apenas de uma rápida olhada, ou um simples gesto.
Hoje em dia, ela se orgulha de ser quem se tornou e tem muito orgulho de quem se tornou como ela. Se ela puder, irá aprimorar e aperfeiçoar cada vez mais, seu jeito tão admirável de ser.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Estranha sensação.

Vivencio o que agora me deixa um pouco confusa.
Confesso que olho pra trás e vejo que talvez era melhor estar daquela forma.
Existem pessoas no meio, eu sei disso, ou melhor, qualquer pessoa sabe disso.
Não sei se antes tinha, mas ao que me parecia, não interferiam em nada, mas agora do nada tudo muda, as coisas ficam um pouco frias e turvas. Eu me culpo por isso acontecer, me afastar nem sempre é a melhor coisa, mas não é algo que me faz importar muito, no máximo refletir um pouco.
Talvez me afastando ou não, de qualquer forma isso iria acontecer, e o resultado disso tudo seria talvez desilusão, não sei ao certo.
E parece que quanto mais me afasto, mais fazem de tudo para que eu me aproxime. Parece ser coisa da minha cabeça, ou não. Eu sinto as pessoas completamente frias comigo, mas quanto mais eu as trato com frieza, mais as sinto perto de mim.
Confesso ter medo de lidar com pessoas desse tipo, porque são exatamente iguais a mim, apesar de saber bem como eu ajo nunca lidei com pessoas assim, pra mim sempre foi fácil saber lidar com os outros, mas pessoas assim é um pouco confuso, não sei, é muito estranho saber ''exatamente'' qual é o próximo passo dela e é isso que me dá medo, porque assim eu sei a verdade, que nunca vai ficar por debaixo dos panos. Confesso, ser uma situação desagradável, mas por mais que seja ruim, o bom disso tudo é que estou sabendo lidar com isso, pelo menos é o que parece. Não sei se é exatamente assim que devo agir, mas está dando certo e infelizmente sei até onde quero chegar, e também sei que será extremamente difícil se não, impossível. Mas minha perseverança é maior e o orgulho também, e assim sigo mesmo sabendo no que pode dar, e também que eu posso me arrepender. O problema é que com todos foram exatamente iguais, e é por isso que não quero que desta vez seja diferente, talvez seja o ego falando mais alto.
Mas estou extremamente disposta em pagar pra ver. Me arrependendo ou não, quero saber que fim vai dar.