quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quantas vezes?

Quantas vezes, nem que por um dia, você disse: Não vou chorar. Mas a dor era forte demais pra ficar guardada? Quantas vezes você prometeu que não se importaria, mas era tudo tão insuportável demais para conseguir cumprir o prometido? Quantas vezes disse que não perdoaria, mas com um simples olhar você se derreteu e perdoou? Quantas vezes disse que mudaria e com apenas alguma semanas voltou ao normal? Quantas vezes você cumpriu suas promessas e quantas vezes deixou de cumprir? Suas promessas vazias, mesmo que insuportaveis de serem cumpridas, mostram que você faz de tudo para mudar, mesmo que com raiva, mesmo que com mágoa, mas isso mostra que você ama e que está disposta a abrir mão de coisas que te machucam e que os machucam.

Vê se ri um pouco.


Tenho aprendido que tudo tem jeito,
o tempo é remédio para tudo, vivendo e aprendendo.

Dor e perfeição.

Sinta dor, ela faz parte da vida. Ela faz parte do amor. Ela faz parte do corpo.
Reclame, mesmo achando não ser justo. Mesmo achando não valer a pena.
À partir do momento que você depende de outra pessoa para ser feliz, você corre riscos de ser infeliz. Agora te pergunto: Por que? Simples, esperamos que o nome da pessoa seja 'Perfeição'. Só precisamos lembrar que não existe qualquer coisa perfeita. Nos olhos de outro alguém, sempre existe um problema. Não podemos moldar nosso amor a prova de dor. Infelizmente teremos que conviver com essa dolorosa realidade.

Humildade máxima.


Caio Fernando Abreu.

Você quer escrever. Certo, mas você quer escrever? Ou todo mundo te cobra e você acha que tem que escrever? Sei que não é simplório assim, e tem mil coisas outras envolvidas nisso. Mas de repente você pode estar confuso porque fica todo mundo te cobrando, como é que é, e a sua obra? Cadê o romance, quedê a novela, quedê a peça teatral? Você só tem que escrever se isso vier de dentro pra fora, caso contrário não vai prestar, eu tenho certeza, você poderá enganar a alguns, mas não enganaria a si e, portanto, não preencheria esse oco. Essa perguntinha: você quer mesmo escrever? Isolando as cobranças, você continua querendo? Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, "apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo". Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega? Porque dói, dói, dói. É de uma solidão assustadora. A única recompensa é aquilo que Laing diz que é a única coisa que pode nos salvar da loucura, do suicídio, da auto-anulação: um sentimento de glória interior. Essa expressão é fundamental na minha vida.

A realidade.

As pessoas estão enlouquecendo, sendo presas,
indo para o exílio, morrendo de overdose.
E você fica aí pelos cantos choramingando o seu amor perdido!

Meu mundo.

Fico vivendo uma vida toda pra dentro,
lendo, escrevendo, ouvindo música o tempo todo.

sábado, 21 de maio de 2011

Quem sou?

Difícil responder essa pergunta. Difícil dizer que sou de uma forma, porque amanhã posso não ser do mesmo jeito.
Antes de dormir consegui pensar em muitas coisas sobre isso, mas existiam tantas coisas que eu não conseguia limitar com um nome ou simplesmente não conseguia encaixa-lo em algum adjetivo.
Então me pergunto, como posso explicar quem sou, se nem ao menos sei o que sou? 17 anos, pra alguns pouca coisa, pra outros bastante, de minha parte nem tanta vida vivida assim, mas com esses poucos anos já tive várias emoções, já fui muita coisa, já fiz muita coisa, talvez eu me dê adjetivos do passado que não são mas válidos pra mim.
Me coloquei em uma situação difícil, talvez seria mais fácil dizer quem é um amigo, que é um parente, mas eu...
Talvez pra você seja mais fácil, porque assim que me conheceu criou uma opinião formada sobre mim. Talvez eu coloque o que você realmente ache, talvez eu não coloque o que realmente ache, isso varia.
Essa pergunta me deixou contra parede, me fez pensar o que eu penso de mim e o que os outros pensam sobre mim, não que me importe, mas por curiosidade procurei pensar. Foi inútil, pois descobri que sou duas coisas ao mesmo tempo.
Sou estressada, me enfureço com meus pensamentos e atos.
Sou calma, em cada ato, gesto penso minuciosamente.
Sou fria ou muitos acham que sou sem sentimentos, de minha parte apenas os escondo.
Sou carinhosa, um ser humano carente, necessitado de receber e dar carinho.
É exatamente por isso que não posso responder quem sou, como sou e o que serei. Tudo depende de cada dia, de cada hora e de cada companhia. Tudo depende se estou bem ou se estou mal. Tudo depende se acordei bem ou se fui acordada.
Então não posso dizer quem sou, porque eu hoje não sou eu amanhã. Talvez algumas coisas de hoje podem sim prevalecer no dia seguinte, mas não serei assim pra sempre, vivemos em constante mudança na mente e até mesmo em nosso próprio corpo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Help me!

Sabe quando você percebe que já não há mais esforço nenhum? Quando tudo era diferente antes e a cada dia que passa isso dói em você, como se fosse um espinho entrando em cada parte do seu corpo? Esconder essa dor a torna duplamente pior e saber que ninguém a percebe, dói ainda mais. São coisas difíceis, coisas que não me deixam dormir e quando consigo, elas aparecem em meus sonhos.
Posso superar, mas eu preciso mostrar, preciso dizer o tamanho dessa dor e agonia que estou sentindo, pra você estou feliz, sorridente, calma. Mas existe um vazio em mim, que não me faz bem.
Não adianta dizer que não é nada, não adianta fingir estar tudo bem, porque eu sei que dessa vez não é nada da minha cabeça.
Não aguento mais chorar com cada passo dado. Estou compulsivamente procurando por ajuda.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Seja bem vindo orgulho!

Vamos lá, esse é o tipo de coisa que te faz sofrer, ter que escolher e o melhor de tudo: Crescer. Eu sinceramente, não abro mais a minha boca pra nada. Que seja como você quiser, o interessante é que antes de tudo, nada disso importava. O que importa sou eu, aqui e agora. Vamos parar com essas lágrimas de dor, ou qualquer coisa que seja. Isso esfria mais. Ué, não posso ser realista? Esfria mesmo, mesmo que isso te assuste, estou sendo sincera. Sua dor? Que dor? Eu não ouvi falar dela em momento algum, será que você está inventando tudo isso para que eu apenas sinta pena? Querido, pena não é o tipo de coisa que sai de mim. Apenas sentirei desprezo por você fingir isso tudo. Não estou afim de ouvir mais nada, apenas irei embora deixando você falar. Estou afim de te deixar falando sozinho, acho que eu sempre quis fazer isso, está aqui minha oportunidade. De qualquer forma, isso também me machuca. Só não estou muito afim de ficar falando isso, senão parece que quem está se fazendo de coitadinha aqui sou eu. Estou revoltada sim, não com você, nem com ninguém. Mas me revolto com a forma que eu ajo, sinto nojo de como tenho estado. Te garanto que na próxima será diferente, eu prometo. Se você quiser ir embora, não discutirei. Se você quiser ficar, estarei de braços abertos. Sei lá, parece que tudo tem seu fim e aqui está o meu. Eu tinha orgulho e eu o perdi, mas aqui está ele de novo. Seja bem vindo orgulho.